Umbelina me parou hoje, ofegante, perto da barraca do Seu-Cícero. Comentou sobre o morango não estar com um bom aspecto - e eu pensei "é claro que não tá, ainda é fevereiro e em fevereiro morango bom não tá" -, mas abstive-me de dirigir-lhe qualquer palavra (nota: ocupada que eu estava escolhendo algum melão que parecesse madurinho, pronto pra comer quando subisse a serra) e sorri. Ela que ficasse contente por ganhar um sorriso meu na feira às sete. Logo às sete, tendo que acordar às quatro e meia, buscar leite no estábulo, preparar o desjejum cheio das frangage do patrão... É, frangage sim, por que não? E lá vem Umbelina, com nome dígno de pena, diga-se de passagem, me falar (ou falar a mim? falar-me?) que os morangos não estão bons. Ora essa! Faça-me o favor.
"A propósito, você tem lido meus escritos?" Concluí, enfim.
"A propósito, você tem lido meus escritos?" Concluí, enfim.
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